Tô Fraco

Companhia Azul Celeste (São Paulo)

No pequeno universo de um galinheiro, onde parece haver pouco espaço para grandes diferenças, cada pena, canto e jeito de existir pode revelar um mundo inteiro. É nesse território que Choca, Garnisé e D’Angola se encontram — e se desencontram. Entre disputas, silêncios e risadas que nem sempre têm graça para quem está do outro lado, D’Angola experimenta na pele o que significa ser visto como diferente. Aos poucos, porém, o quintal se transforma: aquilo que antes provocava estranhamento passa a abrir espaço para curiosidade, escuta e convivência. Com humor e delicadeza, “Tô fraco” convida crianças e adultos a olhar para as diferenças que atravessam qualquer comunidade e perceber que um território se torna mais potente quando há lugar para muitos modos de ser.

Dia 29/10, às 15h – Sessão com LIBRAS
Dia 30/10, às 15h
Teatro Sesc-Senac Pelourinho
Duração: 55 minutos
Classificação indicativa: Livre (recomendado para crianças de 6 a 12 anos)
Ingresso: R$ 15 e R$ 30, disponíveis via Sympla a partir do dia 17/10

FICHA TÉCNICA

Texto e direção: Jorge Vermelho
Canovaccio: Alexandre Manchini Jr., Jorge Vermelho, Hugo Campos e Victor Vieira
Elenco: Alexandre Manchini Jr, Daniel Neves e Hugo Campos
Cenografia e adereços: Jorge Vermelho
Produção de cenografia: Sheila Habib e Jorge Vermelho
Figurinos: Linaldo Telles
Costureira: Any Cardoso
Trilha sonora original: Letras – Jorge Vermelho / Música – André Clínio e Jorge Vermelho
Produção da trilha sonora: Filmix Produtora
Operação de som: Victor Vieira
Iluminação: Alexandre Manchini Jr. e Jorge Vermelho
Operação de luz: Jorge Vermelho
Maquiagem/Visagismo: Agatha Renard
Preparação vocal: Jorge Vermelho
Assessoria em canto: Zeca Barreto
Preparação corporal: Alexandre Manchini Jr.
Identidade visual: Jorge Vermelho
Coordenação técnica: Alexandre Manchini Jr.
Gestão de redes sociais: Guilherme Delamura
Fotos: Edgard Machado

Companhia Azul Celeste

Fundada em março de 1989, em São José do Rio Preto (SP), pelos atores Jorge Vermelho e Cássio Ibrahim, a Companhia Azul Celeste nasceu do desejo de construir, no interior paulista, um espaço permanente de investigação das linguagens e dos processos de criação teatral. Ao longo de sua trajetória, incorporou diferentes artistas e colaboradores, realizando dezenas de espetáculos que participaram de festivais e eventos em diversas regiões do país – e recebendo prêmios nacionais. Atualmente, o grupo concentra sua pesquisa na dramaturgia brasileira contemporânea e mantém uma rotina de formação e reflexão por meio de leituras, encontros, debates e seminários, entendendo a prática artística também como território de pesquisa contínua.

 

A vida nasce em cascas frágeis
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A vida nasce em cascas frágeis

No terreno onde a vida nasce em cascas frágeis, pequenas diferenças ganham o tamanho de um mundo.

Ali, cada pena carrega uma história, um medo, uma cor — e nem todas são vistas com o mesmo brilho.

Choca e Garnisé habitam um galinheiro pequeno, privados da liberdade e do entendimento sobre a diversidade do mundo.

Entre cantos interrompidos e silêncios que ferem, D’Angola aprende que existir também é resistir e descobre que o riso pode machucar quando não enxerga o outro por inteiro.

Finalmente, no compasso do quintal, todos percebem que a potência nasce quando acolhemos aquilo que não é igual a nós e que a beleza genuína está na pluralidade dos seres que formam nosso território.

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O céu é azul
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O céu é azul

“O céu é azul. Assim como todas as coisas inefáveis. Azuis são os sentimentos. Azuis como a lágrima que cai. Não se sabe bem o porquê. Por dor ou alegria. Mas mostra sua vertiginosa queda. A vantagem de sermos demasiado humanos. Azuis são as janelas que olham curiosas. Os transeuntes que caminham sob um sol cáustico e acolhedor. E também é azul, estrategicamente erguido, o vestido que dá origem a tudo. Por uma malandra lufada de vento. Azuis os odores. Azuis os sabores. E é azul tudo aquilo que um dia amamos. Os sonhos são azuis. O infinito é azul. A capacidade de se sentir ridículo. E rir disso. É inebriante azul caminhar, mesmo que em direção ao erro. Tirar da falta, a poesia. Permitir-se excessos. Tudo isso e além é azul. De um provocante e acolhedor azul celeste.”

Cintia Alves – dramaturga

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Instagram @companhiaazulceleste
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Companhia Azul Celeste
Companhia teatral rio-pretense com atividades artísticas desde 1989.
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Alameda Norte, 383, Jd. Primavera, São José do Rio Preto

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Quem faz a Companhia Azul Celeste
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Quem faz a Companhia Azul Celeste

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Outros espetáculos da Companhia Azul Celeste

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