O Papeleiro

Naiara Gramacho (Ilhéus-BA)

Um professor, um mundo em acelerada transformação tecnológica e uma pergunta que parece simples, mas não tem resposta pronta: afinal, o que nos torna humanos? A partir do teatro de sombras — linguagem milenar baseada na projeção de silhuetas sobre uma superfície iluminada —, “O Papeleiro” acompanha um personagem atravessado pelas inquietações provocadas pela presença cada vez maior das inteligências artificiais no cotidiano. Narrativa, sonoridade, sombras e audiovisual se encontram em uma experiência cênica que investiga identidade, memória, criação e pertencimento. O que acontece quando aquilo que produzimos já não depende exclusivamente de nossas mãos? E o que permanece quando os papéis, as imagens e as tecnologias mudam? Em vez de imaginar o futuro apenas como território de ansiedade e incerteza, o espetáculo desloca o olhar para o presente e para a própria experiência de estar vivo. Entre luzes, sombras e perguntas sem respostas definitivas, “O Papeleiro” propõe uma pausa para reencontrar a presença e aquilo que, talvez, exista para além de qualquer papel.

Dia 30/10, às 10h e 15h
Dia 31/10, às 15h
Espaço Cultural Alagados (Final de linha da Rua Direta do Uruguai)
Duração: 30 minutos
Classificação indicativa: Livre
TRADUÇÃO EM LIBRAS
Ingresso: Gratuito

FICHA TÉCNICA

Direção e atriz manipuladora: Naiara Gramacho
Dramaturgia, produção e narração: Pedro Albuquerque
Ator: João Lopes
Trilha sonora: Eli Arruda
Cenografia: Naiara Gramacho
Iluminação: Naiara Gramacho
Operação de luz: Naiara Gramacho
Operação de som: Naiara Gramacho
Vídeos do espetáculo: Mariana Cabral

Naiara Gramacho

Naiara Gramacho é multiartista do sul da Bahia, onde atua como diretora, atriz, escritora, ilustradora, cantora, compositora, produtora e arte-educadora. Sua criação atravessa teatro, literatura, música e artes visuais, em diálogo com a Comunicação Não Violenta, a Educação Parental e práticas de cuidado. No teatro, dedica-se especialmente às sombras, levando a linguagem para crianças e adultos do litoral sul baiano. É autora e diretora de espetáculos como “Um Corpo de Palavras” (2021), indicado ao Prêmio Braskem de Teatro e apresentado no FIAC Bahia em 2022, além de “Na sombra da poesia” (2020), “O Pássaro da esperança contra o dragão da tirania” (2023) e “O Papeleiro” (2026). Também publicou dois livros infantis e ilustrou mais de dez obras de autores baianos. Na música, lançou dois EPs e dois singles, com destaque para “Eu Mereço”, que ultrapassou 5 milhões de streamings.

O início
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O início

Entre sombras, sons e questionamentos existenciais, o espetáculo de teatro de sombras “O Papeleiro”, com texto de Pedro Albuquerque e direção de Naiara Gramacho, iniciou sua temporada de apresentações em Ilhéus, circulando por quatro espaços culturais da cidade, em junho de 2026.

Realizada a partir do teatro de sombras, a peça conta com a atuação de João Lopez que encena um professor que, diante das rápidas transformações tecnológicas do mundo contemporâneo, se vê atravessado por uma inquietação fundamental: afinal, o que nos torna humanos? Em uma realidade cada vez mais marcada pela presença das inteligências artificiais, o personagem inicia uma jornada de reflexão sobre identidade, criação, memória e pertencimento. O espetáculo combina a narrativa, a sonoridade, o teatro de sombras e o audiovisual.

“O Papeleiro” foi apresentado em 4 espaços culturais da cidade de Ilhéus em junho de 2026 e ainda não participou de outros festivais. O espetáculo teve sua montagem e apresentações contemplado no edital da PNAB de Ilhéus 2025. Essa curta circulação contou com um público de aproximadamente 400 pessoas espalhados nos 4 espaços culturais da cidade.

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E se os papéis perdessem a importância?
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E se os papéis perdessem a importância?

Para Pedro, que escreveu o texto, “O Papeleiro” nasceu do desejo de provocar reflexões sobre a relação entre seres humanos e as novas tecnologias.

“Como seria se os papéis perdessem a importância? As inteligências artificiais estão, cada vez mais, presentes no cotidiano da humanidade. Debater este tema é necessário para possibilitar o questionamento sobre a essência da humanidade. No espetáculo, trazemos a reflexão sobre que nos faz únicos e como as novas tecnologias podem ser integradas às nossas vidas sem perdermos a nossa identidade criadora e existencial. Além disso, ao produzir este roteiro, eu quis brincar com a nossa dependência por papéis, como documentos, comprovantes que guardamos, por exemplo”, conta.

“A parceria com Naiara Gramacho trouxe também um olhar para o lugar do ser humano para além das comprovações e necessidades externas. Tentar aceitar-se sem precisar provar ser quem se é”, completa.

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Futuro-Presente
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Futuro-Presente

A diretora Naiara comenta que, desde que viu o texto pela primeira vez, há mais de 10 anos, quando o tema ainda parecia ser sobre um futuro distante, queria ajudar a colocá-lo no mundo, e o teatro de sombras surgiu como essa possibilidade nesse momento.

“Pra mim o espetáculo traz muito mais do que as reflexões sobre as inteligências artificiais, mas sim, um encontro com a presença, com a essência que vai além de qualquer papel. É sobre sair dos pensamentos sobre futuro que geram ansiedade e medo, e se voltar para dentro”, afirma.

O espetáculo conta com desenho de som de Eli Arruda, colaboração cênica de Felipe Olliver e Pedro Albuquerque, que também empresta sua voz ao personagem, além da produção audiovisual, design e fotografia de Mariana Cabral, e manipulação de Naiara Gramacho.

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Instagram de @naiaragramacho.arte
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Instagram de @naiaragramacho.arte

Naiara Gramacho
Artista
Multiartista, terapeuta e mãe.
A Arte a serviço do Despertar.
🎶 Curso de Canto e Cura
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