Conheça as montagens baianas no FIAC 2026!

Em 2026, o Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia vai ocupar palcos, ruas e praças de Salvador – e a Baía de Todos os Santos – com montagens e encontros para adultos, jovens e crianças, entre 27 de outubro e 1º de novembro de 2026.

A programação da 17ª edição do festival refletirá inquietações contemporâneas das artes cênicas através de propostas baianas da capital e do interior, além de produções nacionais e internacionais reconhecidas pela força de suas pesquisas estéticas e pela capacidade de dialogar com questões do presente.

E para pensar em tudo isso, o núcleo permanente de curadores do festival – formada por Luiz Antônio Sena Jr., Rita Aquino, Felipe de Assis e Beto Mettig – convidou Lia Lordello e Taína Assis Soares, artistas da cena local comprometidos em pensar nos muitos caminhos que as artes cênicas contemporâneas podem percorrer, a integrar a equipe para selecionar as propostas baianas em 2026.

Atento ao que nasce na Bahia e se projeta como gesto artístico, além de relacionar as muitas propostas inscritas ao pensamento do FIAC este ano, os seis artistas contribuíram para formar a programação que agora começa a ganhar corpo e ser divulgada.

Da Bahia, seis propostas integram a programação:

[RE]FLORESTA, de Thiago Cohen
A criação de Thiago Cohen, desloca a dança do palco para um território compartilhado entre corpos, matéria e ambiente. Performance, instalação e dança se encontram em uma paisagem que transforma o que seria descarte em matéria de criação. Sem a separação convencional entre cena e plateia, performers e espectadores dividem o mesmo espaço e são convidados a experimentar outras maneiras de perceber o tempo, a presença e o movimento.

O Papeleiro, de Naiara Gramacho
Um professor se vê diante de um cotidiano cada vez mais atravessado pelas inteligências artificiais e começa a investigar uma questão que cresce junto com a tecnologia: o que ainda nos distingue? A partir do teatro de sombras, o espetáculo combina atuação, sonoridade e audiovisual para construir uma viagem por identidade, memória, criação e pertencimento.

Vermelho Melodrama, da Dimenti
Um caso real serve de ponto de partida para uma investigação cênica sobre o gênero que sabe transformar sentimento em acontecimento — e acontecimento em excesso. Em cena, uma trama atravessada por desejos, heranças e revelações é conduzida por uma carta capaz de alterar o destino dos personagens. Entre máscaras, microfones, lágrimas, risos e emoções em volume máximo, vermelho é cor e transbordamento em cena.

Fala, Ìbejì!, do Cooxia – Coletivo Teatral
Entre o candomblé, a cultura popular nordestina e as festas de Cosme e Damião, a peça musicada fala de morte para celebrar, sobretudo, a continuidade da vida, da memória e da ancestralidade. A montagem desloca os Ìbejì, orixás gêmeos, para o cotidiano de uma comunidade periférica, onde a casa de Mãe Mainha se prepara para festejar os irmãos quando uma visitante indesejada aparece: a Morte, chamada apenas de “Ela”. Mas Ela terá de dançar até o tambor parar… Será que consegue?

O FIAC ESTE ANO

Em quase 20 anos de trajetória, o FIAC Bahia consolidou-se como um dos espaços de circulação e pensamento das artes cênicas na Bahia, um dos territórios fundamentais para a formação da cultura brasileira. Nesse movimento, durante seis dias, Salvador deixa de ser apenas cidade-sede do festival para funcionar como território de encontro: lugar onde diferentes repertórios, linguagens, experiências e modos de fazer podem se confrontar, contaminar e transformar mutuamente.

A presença de produções da capital e do interior baiano ao lado de artistas de outras regiões do Brasil e de outros países contribui para reforçar essa posição, refazendo uma pergunta que vem guiando a equipe curatorial do festival nos últimos anos: Que Bahia é essa?

Uma possível resposta estará refletida na programação oficial do FIAC, que será anunciada na primeira quinzena de outubro. Até lá, fica o convite para começarmos a conversa.

O FIAC Bahia tem apoio financeiro do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura, Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda. Em 2026, ele segue em diálogo com as artes cênicas locais, ocupando um importante papel como plataforma de circulação, criação, intercâmbio e pensamento crítico.

SOBRE A EQUIPE CURATORIAL 2026:

Lia Lordello: Dançarina, atriz, cantora, psicóloga, pesquisadora e professora de Artes na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, tem sua história ligada a importantes espetáculos de teatro, música e dança produzidos na Bahia.

Taína Assis Soares: Atriz, pesquisadora e educadora, é Doutora e Mestra em Artes Cênicas pelo PPGAC/UFBA e professora da Universidade do Estado da Bahia – UNEB. Autora do livro Preparação Corporal em Teatro Fórum: a revolução do Embasart, Editora CRV 2020.

Rita Aquino: Artista, pesquisadora e educadora em dança, é professora da Escola de Dança da UFBA e Coordenadora de Arte e Cultura na Pró-Reitoria de Extensão, Arte e Cultura da UFBA. Doutora em Artes Cênicas, coordena o Programa Nacional de Mediação Artística realizado por meio de convênio celebrado entre a UFBA e a Funarte.

Luiz Antônio Sena Jr: Artista transdisciplinar e produtor cultural. Graduado e Mestre em Artes Cênicas (UFBA) e especialista em Política e Gestão Cultural (UFRB), desenvolve projetos junto a grupos cênicos que atravessam diversas linguagens (música, artes cênicas, audiovisual, literatura).

Felipe de Assis: Artista da cena, gestor, pesquisador e curador. Doutorando e Mestre em Artes Cênicas pelo PPGAC–UFBA, atua em curadorias independentes e consultorias para festivais, e ministra cursos de curadoria em artes cênicas.

Beto Mettig: Jornalista e artista criador em frentes diversas das artes cênicas. Ator, diretor, dramaturgo e roteirista, ligado a projetos independentes de comunicação, teatro, música educação e cultura.

FIAC Bahia 2026 – De 27 de outubro a 1º de novembro de 2026
Apoio: O FIAC Bahia tem apoio financeiro do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura, Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda
Instagram: @fiacbahia

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