Em 2026, o Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia chega a sua 17ª edição trazendo a sustentabilidade do campo artístico como uma questão que atravessa o setor cultural. Na semana seguinte ao segundo turno das eleições no Brasil, o FIAC Bahia se propõe a refletir modos de produção da arte em nosso país, através de uma programação que aborda questões relativas ao trabalho e ao investimento em ações de continuidade, bem como estratégias de colaboração e permanência de artistas, eventos e instituições de arte e cultura.
O FIAC Bahia tem apoio financeiro do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura, Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda, e vai ocupar palcos, ruas e praças de Salvador – e a Baía de Todos os Santos – com montagens e encontros para adultos, jovens e crianças, entre 27 de outubro e 1º de novembro de 2026.
A programação da 17ª edição do FIAC refletirá as inquietações sobre os modos de produção da arte através de propostas baianas da capital e do interior, além de produções nacionais e internacionais reconhecidas pela força de suas pesquisas estéticas e pela capacidade de dialogar com questões do presente.
“Para o FIAC, discutir modos de produção significa perguntar não apenas como financiar projetos, mas como construir condições para que a atividade artística seja possível no longo prazo”, afirma Felipe de Assis, codiretor geral do festival, lembrando que a proposta das programações artística e formativas colocará em tensão diferentes maneiras de produzir conhecimento, em cada diálogo com o público.
“É nesse território que o FIAC Bahia pretende atuar em 2026: ampliando o olhar em relação ao que está em cena, para abarcar aquilo que torna essas cenas possíveis”, completa Rita Aquino, codiretora geral do festival e coordenadora das atividades formativas.
Em um mundo marcado por crises, transformações tecnológicas e profundas mudanças nas dinâmicas de trabalho, o Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia entende que a cultura também enfrenta muitos desafios, sobretudo no que diz respeito à garantia de condições de produção e acesso.
Olhando para tudo isso, o FIAC reafirma uma característica que acompanha sua trajetória: a de propor não apenas uma sequência de apresentações, mas um espaço de encontro para públicos e artistas, capaz de produzir circulação, pensamento e novas possibilidades de criação.
Nesse sentido, o festival traz uma programação que se afasta da noção de uma vitrine para consumo, mas busca investir em continuidades e desdobramentos.
Em breve divulgaremos aqui no site toda a programação artística e de atividades formativas.