Que Bahia é essa?

O FIAC Bahia completa 17 edições insistindo em uma pergunta: “que Bahia é essa?”. E a ideia aqui não é respondê-la às pressas, nos desafiamos a permanecer com tal questão por um ciclo de quatro anos.

Neste percurso, temos contado com a colaboração de pessoas convidadas, que se somam a equipe do festival no compromisso de olhar o que nasce na Bahia e se projeta como gesto artístico. Em 2026, Lia Lordello e Taína Assis Soares são as curadoras convidadas da nossa 17ª edição e se juntam a Luiz Antônio Sena Jr., Rita Aquino, Felipe de Assis e Beto Mettig para formar o grupo que está construindo a programação.

Em quase 20 anos de trajetória, o FIAC Bahia consolidou-se como um dos espaços de circulação e pensamento das artes cênicas na Bahia, um dos territórios fundamentais para a formação da cultura brasileira.

Nesse movimento, entre 27 de outubro e 1º de novembro de 2026 Salvador deixará mais uma vez de ser apenas cidade-sede do festival para funcionar como território de encontro: lugar onde diferentes repertórios, linguagens, experiências e modos de fazer podem se confrontar, contaminar e transformar mutuamente.

A programação da 17ª edição do FIAC refletirá as inquietações sobre os modos de produção da arte. “Para o FIAC, discutir modos de produção significa perguntar não apenas como financiar projetos, mas como construir condições para que a atividade artística seja possível no longo prazo”, afirma Felipe de Assis, codiretor geral do festival, lembrando que a proposta das programações artística e formativas colocará em tensão diferentes maneiras de produzir conhecimento, em cada diálogo com o público.

“É nesse território que o FIAC Bahia pretende atuar em 2026: ampliando o olhar em relação ao que está em cena, para abarcar aquilo que torna essas cenas possíveis”, completa Rita Aquino, codiretora geral do festival e coordenadora das atividades formativas.

Integrando a programação, a 11ª edição do Seminário Internacional de Curadoria e Mediação em Artes Cênicas amplia a discussão sobre os modos de trabalho no campo artístico. Com atividades gratuitas e acessíveis com tradução e interpretação em Libras, o Seminário será atravessado este ano por proposições performativas, que enfatizam a experiência artística como forma de elaboração de argumentos.

Artistas, pesquisadores, educadores, curadores, público e participantes de diferentes origens e formações serão convidados a mergulhar nessas questões a partir de conjunturas diversas, vivendo cruzamentos entre prática e teoria, pesquisa e criação, obra e contexto.

A presença de produções da capital e do interior baiano ao lado de artistas de outras regiões do Brasil e de outros países contribui para reforçar essa posição, refazendo a pergunta que vem guiando a equipe curatorial do festival nos últimos anos: que Bahia é essa?

O FIAC Bahia tem apoio financeiro do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura, Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda, e vai ocupar palcos, ruas e praças de Salvador – e a Baía de Todos os Santos – com montagens e encontros para adultos, jovens e crianças, entre 27 de outubro e 1º de novembro de 2026.

Que Bahia é essa? É a 17a edição do FIAC esperando por você.

FIAC Bahia 2026 – De 27 de outubro a 1º de novembro de 2026

 

BIO Taína Assis Soares
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BIO Taína Assis Soares

Taína Assis Soares é atriz, pesquisadora e educadora, Doutora e Mestra em Artes Cênicas pelo PPGAC/UFBA. Autora do livro Preparação Corporal em Teatro Fórum: a revolução do Embasart, Editora CRV 2020. Professora da Universidade do Estado da Bahia – UNEB, coordenou o Colegiado de Teatro do DEDC VII (2024-2026) e é membro dos grupos de pesquisa GESTO – Grupo de Estudos em Teatro do Oprimido, GRUPANO – Grupo de Pesquisa e Extensão em Artes Cênicas do Semiárido Brasileiro e ALDEIA – Núcleo de Pesquisas Afrobrasileiras em Artes, Tradições e Ensinagens na Diáspora.

 

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BIO Lia Lordelo
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BIO Lia Lordelo

Lia Lordelo é dançarina, atriz e cantora, psicóloga, pesquisadora e professora de Artes na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Sua principal formação em teatro passa pelo grupo Dimenti, o qual integrou por cerca de 14 anos em espetáculos de teatro e dança, apresentando-se nos principais festivais de artes cênicas do país. Na sequência, esteve envolvida em projetos de teatro e dança para adultos e crianças ganhadores de editais dentro do estado da Bahia. Na música, tem desenvolvido projetos que promovem um diálogo entre música, imagem e performance, a exemplo dos shows RE TRATE, de 2014, e o Torquatália, de 2017. Atualmente é intérprete da Banda Miss Suéter.

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BIO Luiz Antônio Sena Jr
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BIO Luiz Antônio Sena Jr

Luiz Antônio Sena Jr é artista transdisciplinar e produtor cultural. Graduado e Mestre em Artes Cênicas (UFBA), é também especialista em Política e Gestão Cultural (UFRB). Ao longo de mais de 20 anos de carreira, dedica-se ao desenvolvimento de projetos realizados junto a grupos cênicos (A Outra Companhia, CORRE Coletivo Cênico, Cooxia Teatral, Viladança, Coletivo 1/2 Tempo, Aldeia Coletivo, Teatro da Queda), passeando por diferentes linguagens (música, artes cênicas, audiovisual, literatura), além da realização de eventos de pequeno a grande porte, a exemplo do VIVADANÇA Festival Internacional, FESTA (Festival de Artes de Alagoinhas), Catálogo Brasileiro de Teatro, FESTAC (Festival Estudantil de Artes Cênicas da Bahia) e FIAC (Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia).

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BIO Rita Aquino
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BIO Rita Aquino

Rita Aquino é artista e pesquisadora de dança. Professora da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA), atua na graduação e pós-graduação. Exerce a Coordenação de Arte e Cultura na Pró-Reitoria de Extensão, Arte e Cultura da UFBA. Doutora em Artes Cênicas, Mestre e Especialista em Dança pela UFBA, coordena o Programa Nacional de Mediação Artística, realizado por meio de convênio celebrado entre a UFBA e a Funarte, cujo objetivo é gerar insumos para políticas públicas de acesso às artes no Brasil. É também Codiretora do Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia (FIAC Bahia), no qual dedica-se à curadoria e às atividades de formação e mediação do festival.

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BIO Felipe de Assis

Felipe de Assis é artista da cena, gestor, pesquisador e curador. Doutorando e Mestre em Artes Cênicas pelo PPGAC – UFBA (2015). Colabora com curadorias independentes: Programa Rumos Itaú Cultural (2017-2018), Edital Oi Futuro (2017, 2018 e 2021), MITbr curadoria vinculada à Mostra Internacional de São Paulo (2018 e 2019), MEXE (Portugal, 2019), FNT Guaramiranga (2017 e 2018). Foi diretor artístico do Futuros – arte e tecnologia (2023). É cocriador do Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia (FIAC Bahia), no qual atua como coordenador geral e curador desde 2008. Membro do Núcleo dos Festivais Internacionais de Artes Cênicas do Brasil desde 2009, da Rede de Festivais de Teatro do Brasil desde 2015 e do “Colectivo Utópico”, plataforma com artistas da Argentina, Suíça e Brasil. Através da 7Oito Projetos & Produções realiza festivais como o Ponto Fiac e Fiac Bahia desde 2013; coordena projetos de “Mediação Cultural” (Braskem 2014 e SESC 2018 e 2019); dirige, produz e distribui espetáculos de teatro e dança, (Feitocal 2015 e Looping: Bahia Overdub 2015 – 2024); realiza consultoria para Festivais e ministra cursos de curadoria em artes cênicas.

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BIO Beto Mettig
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BIO Beto Mettig

Beto Mettig é formado em Jornalismo pela UFBA e desenvolve trabalhos nas áreas de cultura, educação e comportamento junto a inúmeras empresas, organizações e projetos em todo o Brasil. É artista criador em frentes diversas das artes cênicas (ator, diretor, dramaturgo), com atuação em projetos independentes e participação na história de grupos como a Cia Baiana de Patifaria e Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona. Ele atua também com planejamento e coordenação de comunicação de projetos, grupos e ações culturais em vários estados brasileiros. Assina a coordenação de comunicação do FIAC Bahia, onde também integra a equipe de curadoria desde 2019, além de produzir roteiros para programas de TV e projetos independentes.

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