Liquidificador de Mídias – LDM 2026
Uma ação do COATO Coletivo (Salvador – BA) dentro do FIAC Bahia
Em sua sétima edição, o Liquidificador de Mídias se associa ao FIAC Bahia e traz sua plataforma de encontros que mistura artes cênicas, performance, audiovisual, tecnologias digitais e processos colaborativos de criação para dentro da programação do Festival.
Desenvolvido pelo COATO Coletivo desde 2017, o Liquidificador de Mídias reúne diferentes formatos — exposições, performances, ações formativas, bate-papos e mostras — para colocar em circulação pesquisas e experiências que atravessam a criação contemporânea.
Em 2026, sob o título “Há presença?”, o LDM investiga o que significa estar presente em uma cena cada vez mais atravessada por telas, dispositivos, imagens, vigilâncias e novas formas de mediação. A programação realizada dentro do FIAC reúne a exposição “HÁ PRESENÇA?”, as performances “Relar”, de Lua Candeia, e “Oráculo Adinkra”, de Vírus Carinhoso, ambas acompanhadas de bate-papo; a conversa “Artes da presença e tecnologias de vigilância digitais e sociais”; a “Oficina de ondas”, com Indizível; e a intervenção Slam “Dê Ideia – Microfone Aberto”. Entre corpos, vozes, tecnologias e encontros, o LDM transforma a pergunta do título em matéria de experiência: afinal, estar presente é estar onde?
Uma das novidades da sétima edição do Liquidificador de Mídias é exatamente a parceria com o Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia – FIAC Bahia 2026. A colaboração entre o festival o COATO amplia as possibilidades de intercâmbio entre artistas, pesquisadores, instituições e públicos, criando novas oportunidades de circulação de experiências e diálogo entre diferentes práticas artísticas. A edição também marca os 10 anos de trajetória do COATO Coletivo, celebrando uma década de criação, pesquisa e engajamento político-social.
29 de outubro – Quinta-feira
EXPOSIÇÃO “HÁ PRESENÇA?”
A mostra ativa o acervo do Coato Coletivo como um organismo em pulsação, com objetos cênicos, figurinos e fragmentos de instalações marcadas pelo tempo e que entram em fricção com o presente, revelando as camadas de afeto, coletividade e resistência política aprendidas nessa travessia.
Dia 29/10, às 10h (abertura)
Museu de Arte Contemporânea – MAC (Rua da Graça, nº 284)
Visitação: Dias 29, 30 e 31/10 (disponível durante o horário do Museu)
Classificação indicativa: Livre
Com audioguia e vídeolibras
Ingresso: Entrada gratuita
Participação e mediação: Coato Coletivo (Marcus Lobo, Danilo Lima, Mirela Gonzalez, Natielly
Santos, Bernardo Oliveira, Ixchel Castro, Mário Oliveira) – @coatocoletivo
PERFORMANCE “RELAR” DE LUA CANDEIA + BATE-PAPO
Passar de raspão. Tocar. Arranhar. A performance investiga a relação de fricção no contato entre pele e arame farpado sobre a superfície de um scanner. Conjugar as imagens projetadas à parede, imprimir, experimentar-em-paisagem os impressos da manifestação-rarefeito do relo e seus arroios no corpo.
Dia 29/10, às 10h30
Museu de Arte Contemporânea – MAC (Rua da Graça, nº 284)
Artista convidada: Lua Candeia – @luacandeia
Classificação indicativa: Livre
Ingresso: Entrada gratuita
30 de outubro – Sexta-feira
PERFORMANCE “ORÁCULO ADINKRA”, DE VÍRUS CARINHOSO + BATE-PAPO
Oráculo Adinkra é uma performance interativa inspirada nos 12 Adinkras que estruturam o álbum Karkará, de Vírus Carinhoso. Em uma mesa, o público escolhe intuitivamente um dos 12 símbolos, que é carimbado em seu corpo. Em seguida, escuta, individualmente, a faixa do álbum relacionada ao símbolo escolhido. A experiência transforma o Adinkra em uma chave de acesso à música, criando um encontro entre ancestralidade, corpo, escuta e memória.
Dia 30/10, às 10h30
Museu de Arte Contemporânea – MAC (Rua da Graça, nº 284)
Classificação indicativa: Livre
Artista convidado: Virus Carinhoso – @viruscarinhoso
Mediação: Bernardo Oliveira
Ingresso: Entrada gratuita
BATE-PAPO: ARTES DA PRESENÇA E TECNOLOGIAS DE VIGILÂNCIA DIGITAIS E SOCIAIS
Um encontro de reflexão crítica e poética sobre a dimensão das corporalidades, a performance e as táticas de visibilidade no contexto contemporâneo das tecnologias digitais de vigilância e como corpos dissidentes reconfiguram táticas cênicas em uma era atravessada por algoritmos de controle, rastreamento de dados e monitoramento social ostensivo, fabulando sobre o que significa de fato “estar presente”.
Dia 30/10, às 15h
Museu de Arte Contemporânea – MAC (Rua da Graça, nº 284)
Classificação indicativa: Livre
Artistas convidades: Paola Barreto – @paoleb | Georgenes Isaac – @georgenesisaac
Mediação: Bernardo Oliveira
Ingresso: Entrada gratuita
31 de outubro – Sábado
“OFICINA DE ONDAS”, COM INDIZÍVEL
Venha conhecer e explorar a música eletrônica e arte sonora a partir de instrumentos analógicos que podemos construir. Temas: o que são sintetizadores analógicos; como os circuitos eletrônicos geram sons; quais os módulos compõem um sintetizador; como compor e performar com esses instrumentos; quais os caminhos e materiais para a construção de sintetizadores artesanais.
Público: Pessoas interessadas em música eletrônica, artes sonoras e práticas DIY (Faça Você
Mesmo). Sem necessidade de conhecimentos prévios.
Vagas: 15 pessoas
Dia 31/10, às 10h30h às 13h30, no MAC
Inscrição gratuita até o dia 24/10 (ou até preenchimento das vagas) pelo link do formulário acessado CLICANDO AQUI
Artista convidado: Bruno Rohde / Indizível – @_indizivel
INTERVENÇÃO SLAM DÊ IDEIA – MICROFONE ABERTO
O Slam Dê Ideia propõe uma reflexão sobre o corpo, a escuta, a palavra e o estar no mundo com a intervenção poética ‘Há presença?”. Mais do que uma competição, o Slam Dê Ideia se fortalece como um movimento que pulsa no ritmo da urgência das ruas, onde a plateia deixa de ser espectadora e passa a integrar a performance. A proposta transforma a palavra falada em ferramenta de expressão, afeto e crítica social, onde histórias e vivências ganham protagonismo em performances marcantes.
Dia 31/10, às 15h30
Museu de Arte Contemporânea – MAC (Rua da Graça, nº 284)
Classificação indicativa: Livre
Artistas convidades: Slam Dê Ideia – @slamdeideia
Ingresso: Entrada gratuita
Sobre o COATO Coletivo
O COATO Coletivo é um grupo de artes cênicas de Salvador, formado por artistas egressos da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Com mais de uma década de atuação, desenvolve pesquisa continuada nas relações entre performance, teatro, tecnologias da cena, corpo, memória e territórios afetivos. Em processos colaborativos, o coletivo articula teatro, artes visuais, vídeo, projeções e outras mídias, investigando temas sociais, históricos e políticos que atravessam o presente. Entre suas criações estão “Eu é outro – ensaio sobre fronteiras”, desenvolvido a partir de residência com a Companhia Phila 7 e apresentado em festivais como FIAC Bahia, FILTE Bahia, Campinas e Brasília; “Game”, espetáculo-jogo inspirado na obra de Henrik Ibsen; e “Arquivo 64/15”. Em 2018, o COATO tornou-se grupo residente do Teatro Vila Velha. Em 2026, estreou “SEM: TERRA”, no Espaço Cultural da Barroquinha, criação performativa que investiga território, deslocamento e possibilidades de utopia coletiva. O COATO é responsável por realizar iniciativas como a plataforma Liquidificador de Mídias e o FESTAC – Festival Estudantil de Artes Cênicas a Bahia.