O Cais de Ouistreham / Le quai de Ouistreham
Compagnie La Résolue e Festival Sens-Interdits (FRANÇA)
Em Le Quai de Ouistreham, o palco é ocupado por vozes femininas que emergem das margens invisíveis do trabalho. A jornalista Florence Aubenas, autora do texto, abandona o conforto de Paris para viver, anonimamente, a rotina exaustiva das mulheres que limpam, esfregam e sustentam o mundo com o peso de seus corpos. A partir desse mergulho, nasce uma cena íntima e política, onde uma atriz transforma o testemunho em arte. Entre delicadeza e coragem, o espetáculo revela a dignidade e a força das mulheres que mantêm acesa a luz dos dias — mesmo quando ninguém as vê. Le Quai de Ouistreham é um mergulho na “crise”; é uma imersão em palavras. Essa crise de que se falou muito, de que se fala menos hoje, e ainda assim cujas sequelas sofremos.
Dia 29/10, 20h
Teatro Cambará – Casa Rosa
Duração: 1h15min
Classificação indicativa: livre
LEGENDAS EM PORTUGUÊS + TRADUÇÃO EM LIBRAS
Ingresso: R$ 30,00 e R$ 15,00 – CLIQUE AQUI para comprar o seu ingresso
Para saber sobre os ingressos de toda a programação, entre AQUI
FICHA TÉCNICA
Dramaturgia: Florence Aubenas
Com: Magali Bonat
Direção: Louise Vignaud
Som: Felix Mirabel
Luz: Brice Gharibian
Assistenete de direção: Amine Kidia
Realização: Compagnie la Résolue e Festival Sens-Interdits
Foco Sens Interdits no Brasil
Criada em Lyon em 2009, a Bienal Internacional de Teatro Sens Interdits é um espaço de encontro entre arte, política e humanidade. Dedicada a temas como memória, identidade e resistência, a bienal reúne artistas de todo o mundo que transformam suas lutas em linguagem cênica. Em cada edição, o público é convidado a cruzar fronteiras — de idioma, estética e pensamento — para escutar vozes que revelam as contradições do nosso tempo. Como parte da Temporada França–Brasil 2025, o Sens Interdits se une ao FIAC – Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia para apresentar quatro espetáculos vindos de Camarões, Burkina Faso e França, abordando descolonização, desigualdade e liberdade. As apresentações se estendem também ao FETEAG (Caruaru e Recife) e ao MIAC (Porto Alegre), com masterclasses e encontros que ampliam o diálogo entre artistas e públicos. Um verdadeiro intercâmbio de ideias e emoções, em que o teatro se afirma como território de resistência e esperança. A montagem “O Cais de Ouistreham”, da Compagnie La Résolue, faz parte desse intercâmbio.
