Ana e Tadeu
Mônica Santana (Salvador – BA)
Após quinze anos juntos e um filho, Ana e Tadeu veem suas vidas atravessadas pela violência urbana. Com o casamento em ruínas, ele retorna para buscar seus pertences, mas um tiroteio cerca a casa e os confina. Entre o som dos disparos e o silêncio dos ressentimentos, afloram memórias, perdas e desejos – ecos da experiência negro-brasileira e de um luto permanente que insiste em existir. A encenação constrói um espaço-cenário que é redoma e paisagem, visível e invisível, onde o não-dito ganha corpo em gestos, pausas e espasmos. Assim, materializa o que atravessa o casal, fazendo do palco um lugar de resistência e invenção poética.
Dia 02/11, às 17h
Teatro do Goethe-Institut
Duração: 1h20min
Classificação indicativa: 16 anos
TRADUÇÃO EM LIBRAS
Ingresso: R$ 30,00 e R$ 15,00 – CLIQUE AQUI para comprar o seu ingresso
Para saber sobre os ingressos de toda a programação, entre AQUI
FICHA TÉCNICA
Idealização e Texto: Mônica Santana
Direção: Diego Araúja
Atriz: Mônica Santana
Ator: Antonio Marcelo
Assistência de direção: Neemias Santana e Quemuel Costa
Direção coreográfica: Neemias Santana
Cenografia: Diego Araúja e Erick Saboya
Cenotécnia: Felipe Cipriani (Oxe Arte)
Trilha Sonora e direção musical: Andrea Martins e Ronei Jorge
DJ e operação de som: Nai Kiese
Técnica de Som: Acelino Costa e Nai Kiese
Desenho de luz: Caboclo de Cobre
Operação de Luz: Caboclo de Cobre e Almir Gaiato
Técnico de luz: Almir Gaiato
Figurino: Alexandre Guimarães
Costura: Maria de Lourdes
Dreadmake: Daniel Tulipeno
Produção: Fabiana Marques
Assistente de produção: Lucas Oliveira
Gestão Administrativa e Financeira: Thayná Mallmann
Comunicação: Mônica Santana
Identidade visual e Design Gráfico: Duna (Lia Cunha e Isabella Coretti)
Fotografias (Design gráfico): Priscila Fulô
Fotografias (Imprensa/Divulgação): Caio Lírio
Captura em vídeo e edição: João Rafael Neto
Mônica Santana
Mônica Santana é dramaturga, atriz, professora e comunicadora. Doutora e mestre em Artes Cênicas pela UFBA, leciona no Mestrado Profissional em Artes da Cena do Célia Helena Centro de Artes e Itaú Cultural. Autora do solo “Isto Não É Uma Mulata” – obra premiada e de grande repercussão nacional que já integrou a programação do FIAC Bahia – foi vencedora do Troféu Bahia Aplaude (prêmio de Revelação, em 2015). Reconhecida por seu trabalho crítico e inovador, figura entre as artistas negras mais influentes do país, segundo indicações do Coletivo Blogueiras Negras e a ong Think Olga.