Dembwa

Marcos Ferreira e Ruan Wills (Salvador – BA)

Dembwa é uma travessia dançada por Marcos Ferreira e Ruan Wills, onde corpo e memória se entrelaçam para reativar saberes ancestrais. A obra entende a ginga como tecnologia: um gesto que desvia, cria e resiste, transformando o movimento em ferramenta de sobrevivência e invenção. Entre o samba de caboclo que convoca o chão e o funk que exalta potência e identidade, de forma multidirecional o espetáculo revisita raízes ancestrais que pulsam em memória. Dembwa convida o público a sonhar com quem nos sonhou e a reconhecer, na dança, a continuidade de uma herança viva que se projeta no presente como futuro. A partir da escuta do corpo e do território, os artistas mapeiam novas rotas de continuidade, revisitando saberes esquecidos ou silenciados, mas que ainda vibram na pele, nos ossos, na memória.

Dia 01/11, 18h
Teatro do Sesc-Senac Pelourinho
Duração: 45 min
Classificação indicativa: livre
TRADUÇÃO EM LIBRAS
Ingresso: R$ 30,00 e R$ 15,00 – COMPRE AQUI o seu ingresso

Para saber sobre os ingressos de toda a programação, entre AQUI

FICHA TÉCNICA

Concepção, criação e interpretação: Marcos Ferreira e Ruan Wills
Produção executiva: Marcos Ferreira e Ruan Wills
Edição e tratamento de trilha: João Dazart
Operadora de som: Natália Silva
Projeto e operação de luz: Diego Gonçalves
Concepção de cenografia: Ruan Wills
Cenografia: Jorge Alberto
Fotografia: Akva Sousa e Alice Rodrigues
Filmakers: Danilo Cerqueira e Ícaro Ramos
Concepção Figurino: Ruan Wills
Figurino: Carolina Carvalho
Criação e voz reza: Tiago Alves

Os dois artistas constroem trajetórias que se encontram na força da dança como linguagem de ancestralidade e reinvenção. Marcos iniciou sua carreira em projetos sociais de Salvador, formou-se pela Escola de Dança da FUNCEB e atuou em companhias como Experimentando-nus e Balé Jovem de Salvador, além de dirigir o Grupo Jeitus e o Balé Jovem de Cajazeiras. Ruan cresceu em grupos populares de família e vivenciou sua formação em diversas experiências, integrando grupos artísticos de dança independentes na cidade de Salvador, performance negra no Bando de Teatro Olodum e com a Cia Oficial da Bahia. Juntos, eles estrearam Dembwa em 2023, firmando-se como criadores que cruzam tradição e contemporaneidade em cena.

Dembwa, arte preta e a poesia dos homens pretos em cena
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Dembwa, arte preta e a poesia dos homens pretos em cena

Eu gosto de arte preta que fale das nossas potencialidades, pois das nossas tragédias, não só a arte está cheia, mas também está repleto já o nosso cotidiano. Dembwa é aquele tipo de espetáculo preto que faz questão de ser preto.

O que seria um espetáculo preto que faz questão de ser preto? É aquele espetáculo que não se prende ao virtuosismo da técnica, mas integra a técnica a toda dimensão poética que um obra cênica precisa ter.

Quando assistirmos uma obra de dança com referências africanas desejamos ser tomados pela poética cênica que aquela obra expressa. Uma parte da gente está na obra. Não somos estrangeiros diante da temática desenvolvida, nem meros espectadores. Assistindo Dembwa fiquei imerso nas imagens que os corpos daqueles meninos-homens pretos construíam em cena.

O que pode um corpo negro fazer na potencialidade do encontro com outro corpo negro?

Dembwa tem paixão. A paixão dos seus criadores, amantes no palco e na vida. Há no seu tecido coreográfico memórias de si mesmo. Os gestos se cruzam e evocam uma ancestralidade milenar, humana, africana, mas em dados momentos traz a expressividade de uma ancestralidade
mais antiga, como os Voduns. São répteis, possuem texturas outras em suas peles ou couros. Movem-se como serpentes e transformam-se tal qual um camaleão.

Nosso povo, o povo preto, é não só dos simbolismo, mas conseguimos significar através do próprio corpo. Constituímo-nos de experiências sensoriais diversas: movimento, música e visualidade formam o xirê-espetáculo que desabrocha em cena. Assim me sentir assistindo a obra de dança “Dembwa” dos intérpretes-criadores baianos Marcos Ferreira e Ruan Wills.

Debwa é lindo, como a manifestação Sankofa em arte deve ser.

27.11.2023
Omoloji Agbára Dúdú – @omolojiagbara

Psicanalista e Licenc. em Dança e Bi em artes – UFBA

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#dembwa #dançaememoria

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lindo de ver e sentir
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lindo de ver e sentir

“Dança, corpo, movimento e ancestralidade. É o que eu senti em todo o meu ser, mesmo estando sentada, de uma forma não tão estática. Foi história, palavras, sonoridade. Lindo de ver e sentir.”

27.05.2024

Camila Brandão – @camilabrandaoft

Artista visual – Fotografa

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