Miró: Estudo N°2

Grupo Teatral Magiluth (Recife – PE)

“Miró: Estudo N°2” nasce do encontro visceral do coletivo com criadores pernambucanos de diversas linguagens – entre eles o poeta Miró da Muribeca, figura emblemática e incendiária da poesia contemporânea. Esse diálogo começou em 2015, quando o grupo passa por reformulações internas e se instala no bairro da Boa Vista, coração pulsante do Recife, onde vive um intenso intercâmbio com vários artistas. No formato “Estudo” – iniciado com “Morte e Vida” – o Magiluth expõe ao público não apenas o resultado, mas o próprio processo de criação teatral, transformando a cena em um laboratório vivo. Agora, o jogo é outro: como construir um personagem? Tudo pode ganhar voz e corpo – gente, bichos, músicas, lugares, memórias –, numa dramaturgia que bebe da obra e vida do poeta Miró da Muribeca, homem em estado de ebulição poética. Acende-se um cigarro, a cidade pega fogo. Que comece o jogo.

Dia 31/10, às 18h
Teatro Sesc-Senac Pelourinho
Duração: 1h15min
Classificação indicativa: A partir de 16 anos
TRADUÇÃO EM LIBRAS
Ingresso: R$ 30,00 e R$ 15,00 COMPRE AQUI o seu ingresso

Para saber sobre os ingressos de toda a programação, entre AQUI

FICHA TÉCNICA

Direção: Grupo Magiluth
Dramaturgia: Grupo Magiluth
Atores: Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira e Giordano Castro
Stand in: Mário Sergio Cabral e Lucas Torres
Design Gráfico: Bruno Parmera
Design de Luz: Wagner Antônio
Assistência Luz: Dimi Luppi
Colaboração: Anna Carolina Nogueira, Giovana Soar, Grace Passô, Kenia Dias, Luiz
Fernando Marques e Miguel Mendes.
Criação e Realização: Grupo Magiluth
Produção: Grupo Magiluth, Bobox Produções e Thaysa Zooby

Grupo Teatral Magiluth

Reconhecido como um dos grupos teatrais mais inovadores do país, o Magiluth nasceu em 2004 no Recife e desde então constrói uma trajetória de pesquisa e experimentação que dialoga intensamente com seu tempo e território. O grupo articula criação, formação e investigação artística em processos colaborativos que desafiam fronteiras estéticas. Em mais de duas décadas, estreou 14 espetáculos, criou experiências imersivas premiadas durante o confinamento e percorreu 24 capitais brasileiras, além de intercâmbios em Lisboa e Londres. Com presença marcante em festivais nacionais e internacionais – entre os quais o FIAC Bahia, onde apresentou obras como “Dinamarca” e “Aquilo que meu olhar guardou pra você” –, o Magiluth afirma-se como um dos principais expoentes do teatro contemporâneo brasileiro, combinando rigor estético, potência coletiva e um permanente desejo de reinvenção cênica. A participação do Magiluth no FIAC Bahia faz parte do projeto “Circulação Nordeste Magiluth 20 Anos”, fomentado pela BOLSA FUNARTE DE TEATRO MYRIAM MUNIZ 2023.

O que é um personagem?
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O que é um personagem?

Personagem é qualquer ser atuante de uma história ou obra. Normalmente é uma pessoa, mas pode ser um animal, um ser fictício ou um objeto. Uma locação, como o Hotel Central na cidade do Recife pode ser um personagem também. Ou até mesmo uma música. Personagens podem ter nomes ou não, reais ou fictícios, tudo pode ser um personagem. Isso é o que diz o Wikipedia, mas o que dirá o Estudo N°2? Acendi um cigarro e a cidade pegou fogo. Que comece o jogo!

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Miró da Muribeca
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Miró da Muribeca

João Flávio Cordeiro da Silva (Recife, 6 de agosto de 1960 — Recife, 31 de julho de 2022), conhecido pelo pseudônimo de Miró da Muribeca, foi um poeta brasileiro.

Ganhou o apelido jogando futebol, sendo comparado pelos amigos ao jogador Mirobaldo, à época defendendo o Santa Cruz.

Miró era poeta performático das ruas. Saiu da Muribeca, bairro da periferia recifense que emprestou o nome a sua assinatura artística, para tornar-se referência na poesia urbana.

Iniciou na poesia com versos marcados pelo lirismo, mas depois começou a refletir na sua obra a violência policial que experimentava no dia-a-dia.

informações da Wikipedia

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a ideia do estudo
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a ideia do estudo

A primeira coisa que gostaria de observar é a ideia do estudo. A dissociação da expectativa de criação de uma situação teatral puramente realista traz ao palco outras teatralidades possíveis e modos de percepção das situações ou imagens em movimento que é a cena. Esse deslocamento de percepção permite ao espectador uma outra experiência de observação da vida, das relações, da história e da cultura. Ao trazer essa ideia do estudo para as suas recentes investigações, o grupo faz o teatro olhar para si mesmo enquanto olha, simultaneamente, para os modos como tratamos essas matérias simbólicas na realidade. O teatro não é, portanto, um gatilho para observar algo fora dele. O teatro torna-se algo a ser observado em si mesmo e revela, assim, como inventamos figuras, narrações, imagens e discursos.

Texto de Heloísa Sousa sobre os Estudos do Grupo Magiluth, publicado na edição #10 da A[L]BERTO, revista da SP Escola de Teatro. Leio o texto na íntegra na página 159 da publicação, clicando AQUI

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antes do terceiro toque
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antes do terceiro toque

Chego à Casa da Ribeira minutos antes das portas se abrirem para começar “Miró: Estudo nº2”. A fila na bilheteria é grande e eu percebo que os atores – Giordano Castro, Bruno Parmera e Erivaldo Oliveira – estão circulando pelo espaço e conversando com as amizades potiguares ou fumando o digníssimo cigarro antes do terceiro toque. Não soa o primeiro, nem o segundo toque. De alguma maneira, os dois estudos começam na bilheteria do teatro porque o fenômeno social do teatro começa nesta primeira interação. Enquanto entramos e escolhemos nossos assentos, os atores também entram, seguem cumprimentando as pessoas em direção ao palco, não existe pressa. No palco, quase o mesmo do primeiro estudo, a mesa de operação técnica, um microfone no centro, uma grande parede para projeção no fundo e a diferença: uma garrafa de conhaque no pé do microfone.

Erivaldo Oliveira tem um copo de conhaque em uma das mãos, que balança e bebe delicadamente enquanto repete uma movimentação circular pelo espaço: da plateia à garrafa de conhaque, pausa, ergue a outra mão na altura do copo e observa o tremor, da garrafa de conhaque à plateia. O olhar para baixo como quem pensa sei lá o quê e um riso frouxo de ternura. Até que uma discussão começa. O que é um personagem?

Crítica de Amanda Bixo para o portal Farofa Crítica. Leia AQUI o texto na íntegra

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