Édipo REC
Grupo Teatral Magiluth (Recife – PE)
Em Édipo REC, a mais recente criação do Magiluth, o grupo revisita um dos mais potentes mitos da humanidade para lançar um olhar urgente sobre o presente. A tragédia de Sófocles ganha uma linguagem híbrida entre teatro e audiovisual, num jogo cênico vertiginoso em que Tebas transfigura-se numa Recife (Salvador?) contemporânea, onde um reino em aparente celebração revela fissuras invisíveis. A câmera – símbolo e personagem – assume o papel do Corifeu, refletindo um mundo saturado de imagens, vigilância e exposição, onde tudo pode ser gravado e nada permanece intocado. Entre corpos de outros tempos, enigmas e sinas, o público é convidado a atravessar essa experiência ritual, oscilando entre festa e ruína, esperança e destino, para se perguntar: por que ainda contamos histórias tão antigas? O que nos faz retornar a elas? Quanto tempo dura uma tragédia?
Dias 28/10 e 29/10, às 19h
Teatro Sesc-Senac Pelourinho
Duração: 1h20min
Classificação indicativa: A partir de 18 anos
TRADUÇÃO EM LIBRAS
Ingresso: R$ 30,00 e R$ 15,00– Links abaixo:
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FICHA TÉCNICA
Criação: Grupo Magiluth, Nash Laila e Luiz Fernando Marques
Direção: Luiz Fernando Marques
Dramaturgia: Giordano Castro
Elenco: Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres, Mário
Sergio Cabral, Nash Laila e Pedro Wagner
Design de luz: Jathyles Miranda
Design gráfico: Mochila Produções
Figurino: Chris Garrido
Trilha sonora: Grupo Magiluth, Nash Laila e Luiz Fernando Marques
Cenografia e montagem de vídeo: Luiz Fernando Marques
Cenotécnico: Renato Simões
Vídeo maping e operação: Clara Caramez
Captação de imagens: Bruno Parmera, Pedro Escobar e Vitor Pessoa
Equipe produção de vídeo: Diana Cardona Guillén, Leonardo Lopes, Maria Pepe e
Vitor Pessoa
Produção: Grupo Magiluth e Corpo Rastreado
Grupo Teatral Magiluth
Reconhecido como um dos grupos teatrais mais inovadores do país, o Magiluth nasceu em 2004 no Recife e desde então constrói uma trajetória de pesquisa e experimentação que dialoga intensamente com seu tempo e território. O grupo articula criação, formação e investigação artística em processos colaborativos que desafiam fronteiras estéticas. Em mais de duas décadas, estreou 14 espetáculos, criou experiências imersivas premiadas durante o confinamento e percorreu 24 capitais brasileiras, além de intercâmbios em Lisboa e Londres. Com presença marcante em festivais nacionais e internacionais – entre os quais o FIAC Bahia, onde apresentou obras como “Dinamarca” e “Aquilo que meu olhar guardou pra você” –, o Magiluth afirma-se como um dos principais expoentes do teatro contemporâneo brasileiro, combinando rigor estético, potência coletiva e um permanente desejo de reinvenção cênica. A participação do Magiluth no FIAC Bahia faz parte do projeto “Circulação Nordeste Magiluth 20 Anos”, fomentado pela BOLSA FUNARTE DE TEATRO MYRIAM MUNIZ 2023.