10ª edição do Seminário Internacional de Curadoria e Mediação em Artes Cênicas

Desde 2008 o FIAC Bahia tem investido em atividades formativas para contribuir com a produção artística no estado da Bahia. Este ano, a 10ª edição Seminário integra a programação do FIAC 2025 nos dias 28 e 29 de outubro Goethe-Institut Salvador (Av. Sete de Setembro, 1809 – Vitória). Todas as atividades do Seminário são gratuitas e acessíveis, com tradução em Libras.

O Seminário tem coordenação da artista, pesquisadora e educadora Rita Aquino. O evento visa promover encontros, mesas-redondas e atividades performativas com a participação de  artistas e pesquisadores(as) da Bahia, de Minas Gerais e de Burkina Faso.

Além de refletir sobre o tema “Que Bahia é essa?”, este ano nossos(as) convidados(as) refletem sobre questões que dialogam com a programação artística do FIAC Bahia.

Em tempos de novas disputas geopolíticas, fluxos migratórios e fraturas sociais, as cenas e o Seminário se tornam lugares de elaboração simbólica, capazes de revelar tanto os conflitos quanto as potências que habitam a Bahia e o mundo.

Em 2025, o Seminário instala um ambiente de discussões e práticas em curadoria e mediação a partir de três eixos: DIÁLOGOS, PARTILHA e INVENÇÕES:

DIÁLOGOS – Compartilhamento de reflexões, tendo a criação artística como ponto de partida para a conversa.

FANON EM CENA: CONEXÕES ENTRE BAHIA, BURUNDI E BURKINA FASO
Espaço para troca de conhecimentos a partir das experiências de montagem teatral inspiradas nas obras de Fanon, fomentando encontros de artistas na diáspora negra, no ano de centenário do autor. 
Com: Ali Kiswinsida Ouedraogo (Burkina Faso), Freddy Sabimbona (Burundi), Onisajé (BA)
Mediação: Guilherme Diniz (MG)
Dia: 28/10
Horário: 14h às 15h30
Local: Teatro Goethe-Institut Salvador

PARTILHA – Compartilhamento das bagagens dos/as participantes do FIAC Bahia.

LANÇAMENTO DE LIVRO: “TEATRO EXPERIMENTAL DO NEGRO”, DE GUILHERME DINIZ (MG)
A obra mergulha na trajetória de um dos movimentos mais inovadores do moderno teatro brasileiro: o TEN. Em primeiro lugar, o livro estuda o projeto dramatúrgico do grupo, destacando suas rupturas e invenções estéticas, bem como sua importância política na luta contra as violências raciais. Além disso, por meio de um minucioso trabalho bibliográfico e arquivístico, a obra analisa as relações entre o TEN e a crítica teatral da época, discutindo as lentes ideológicas, as disputas e as tensões presentes na vasta fortuna crítica do grupo. Assim, o autor questiona as historiografias dominantes que apagaram ou diminuíram o papel decisivo do TEN na transformação do panorama cultural brasileiro.
Com: Guilherme Diniz (MG)
Dia: 28/10
Horário: 15h30 às 16h30
Local: Teatro Goethe-Institut Salvador

INVENÇÕES – Elaboração performativa de questões que atravessam a edição do festival.

SEMINÁRIO INVENÇÕES: MOSTRA DE PROCESSO Como ter sustentabilidade econômica sendo um artista das artes cênicas? Essa pergunta orienta a pesquisa teórico-prática que Felipe de Assis vem desenvolvendo no doutorado em Artes Cênicas (PPGAC/UFBA). Nesta abertura de processo, Felipe compartilha o estado atual da investigação, que parte de uma inquietação recorrente: o mal-estar de muitos artistas diante da ideia de enxergar seu trabalho como um negócio. A pesquisa discute as contradições e desafios do setor diante da precarização e da pejotização do trabalho artístico num mundo cada vez mais atravessado por lógicas neoliberais.
Com: Felipe de Assis (BA)
Dia: 29/10
Horário: 10h às 12h
Local: Teatro Goethe-Institut Salvador

TERREIRO – Um jogo para colocar conversas urgentes na roda

ARTE COMO DIREITO: TECENDO REDES DE CRIAÇÃO, MEDIAÇÃO, CURADORIA, GESTÃO E PRODUÇÃO ARTÍSTICA Um espaço de encontro de mulheres gestoras – seja de iniciativas públicas, privadas ou da sociedade civil. A proposta é trocar experiências relacionadas às formas como estas iniciativas se relacionam com a noção de arte como direito, articulando experiências  de relação com territórios, estabelecimento de redes e estratégias para promoção do acesso às artes. O formato é de rodas de conversas simultâneas. A dinamização das conversas ocorre sob a forma de um jogo, com cinco rodadas de conversas de 15 minutos cada. Ao final dos 15 minutos, um sinal indica ao público a possibilidade de, na rodada seguinte, optar por continuar na mesma roda ou mudar de roda para dialogar com outra pessoa convidada.
Com: Aline Villa Real (MG), Gabriela Sanddyego (BA), Onisajé (BA), Carolina Moura (BA)
Dia: 29/10
Horário: 14h às 16h
Local: Teatro Goethe-Institut Salvador

Lançamento de livro
×
Lançamento de livro

Título: Teatro Experimental do Negro: histórias, críticas e outros dramas

Ano de publicação e editora: 2025, Temporal.

Sinopse: Teatro Experimental do Negro: histórias, críticas e outros dramas, de Guilherme Diniz, mergulha na trajetória de um dos movimentos mais inovadores do moderno teatro brasileiro: o TEN. Em primeiro lugar, o livro estuda o projeto dramatúrgico do grupo, destacando suas rupturas e invenções estéticas, bem como sua importância política na luta contra as violências raciais. Além disso, por meio de um minucioso trabalho bibliográfico e arquivístico, a obra analisa as relações entre o TEN e a crítica teatral da época, discutindo as lentes ideológicas, as disputas e as tensões presentes na vasta fortuna crítica do grupo. Assim, o autor questiona as historiografias dominantes que apagaram ou diminuíram o papel decisivo do TEN na transformação do panorama cultural brasileiro. 

 

Autor: Guilherme Diniz

Prefácio: Leda Maria Martins

Editor: Philippe Curimbaba Freitas

Coordenação editorial: Amanda Negri e Bruno Rodrigues

 

488 páginas

ISBN: 978-65-87243-48-1

+
Guilherme Diniz (MG)
×
Guilherme Diniz (MG)

Guilherme Diniz é pesquisador, professor e crítico teatral, mestre e doutorando em Estudos Literários e graduado em Teatro pela Universidade Federal de Minas Gerais. Seu trabalho foca nas dramaturgias e teatralidades negras, com publicações acadêmicas e experiência internacional na Universidade de Coimbra, onde estudou Literaturas e Dramaturgias Africanas, bem como Análise e Crítica o Espetáculo. Atua como crítico em festivais renomados, coedita o site Horizonte da Cena e integra a Associação Internacional de Críticos Teatrais. Atualmente é jurado do Prêmio Shell e do Prêmio Leda Maria Martins de Artes Cênicas Negras. Além disso, foi diretor do Teatro Municipal Geraldina Campos de Almeida e do Centro Literário Pedro Nestor, promovendo iniciativas culturais em Pará de Minas. Este é seu primeiro livro publicado, fruto de sua extensa pesquisa de mestrado.

+
Freddy Sabimbona (Burundi)
×
Freddy Sabimbona (Burundi)

Freddy Sabimbona é ator, diretor e diretor artístico do festival Buja Sans Tabou.

Em 2009, Freddy apresentou duas peças para sua trupe, a Troupe Lampyre: Quitte ou double, que explora os futuros bloqueados de seus jovens contemporâneos em uma sociedade rígida, e Chérie, ce n’est vraiment pas ce que tu crois, que aborda as dores do ciúme. Quitte ou double também fará uma turnê pela Ilha da Reunião, visitando mais de dezoito escolas secundárias durante três semanas, além de Ruanda e República Democrática do Congo.

Ele também estrela Déchirement, de Antoine Kaburahe, um monólogo distribuído em vários países da África Oriental, incluindo República Democrática do Congo, Etiópia, Uganda e Ruanda. Essa experiência lhe permitiu integrar a Récréâtrales Élan em Burkina Faso, onde dirigiu Les Sans…, de Ali Kiswensida Ouedraogo, em 2016.

Entre suas experiências cinematográficas, ele desempenhou o papel de um jornalista em Journal d’un coopérant, um longa-metragem do canadense Robert Morin (2009), bem como o papel do homem em treinamento em Nawewe, de Ivan Goldschmidt (2009). Em 2013, estrelou Welcome Home, de Joseph Ndayisenga, pelo qual recebeu o prêmio de Melhor Ator no Festival Internacional Audiovisual do Burundi (Festicab).

Freddy também possui um diploma europeu em gestão cultural, obtido pela Fundação Marcel Hicter através da Africalia em 2021. De 2024 a 2026, atuou como especialista artístico mandatado pela OIF na Comissão Internacional para o Teatro Francófono (CITF), da qual também foi copresidente. Desde 2025, ele é condecorado com a insígnia de Cavaleiro no grau de Artes e Letras pela França.

+
Ali Kiswinsida Ouedraogo (Burkina Faso)
×
Ali Kiswinsida Ouedraogo (Burkina Faso)

Ali Kiswinsida Ouedraogo, conhecido pelo pseudônimo Doueslik, é ator, poeta de slam e dramaturgo. Nascido em 1984 em Abidjan, Costa do Marfim, sua carreira artística começou em 2002 no teatro de Ouagadougou. Ao longo de seus estudos, aprimorou suas habilidades na profissão por meio de criações e treinamentos. Após se formar em Tecnologia Solar Aplicada em 2008, dedicou-se à carreira artística.

Muito comprometido com a escrita, sua primeira peça, 3.103 Apocalipse, dirigida por Paul Zoungrana em 2008, já nos revela um autor, uma linguagem e seu universo pungente e criativo. Participa de workshops com outros autores e diretores como Aristide Tarnagda, Dieudonné Niangouna e Moise Toure, e participa do “Laboratório ELAN” da RECREATRALES, onde se inspirou na obra “Os Condenados da Terra”, de Franz Fanon, para escrever “O Sem…”, que foi criado e exibido como parte do festival, antes de iniciar turnês pela África e Europa. Este texto foi lido no festival de Avignon como parte de “ça va, ça va le monde”. Ele também escreve para espetáculos de dança contemporânea como “KIRINA”, de Serge Aimé Coulibaly, e “Kombibissé”, de Irène Tassembedo. É também ator na peça “TERRE CEINTE”, de Mohamed Mbougar Sarr, adaptada e dirigida por Aristide Tarnagda. Sua obra mais recente, “Sinfonia de Palavras e Imagens”, dialoga com imagens de filmes burquinenses e faz muito sucesso na Alemanha e na Suíça.

+
Onisajé (BA)
×
Onisajé (BA)

Onisajé (Fernanda Júlia) é diretora teatral, graduada no Bacharelado em Direção Teatral da Escola de Teatro da UFBA, com doutorado em Artes cênicas pelo Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas – PPGAC – UFBA com a tese: Teatro Preto de Candomblé: uma construção ético-poética de encenação e atuação negras, defendida em 2021 sob a orientação do prof. dr. Luiz Marfuz, é mestra em Artes Cênicas pelo mesmo programa, com a dissertação Ancestralidade em cena: Candomblé e Teatro na formação de uma encenadora, defendida em 2016, sob a orientação da prof.ª dr.ª Sonia Rangel. Dramaturga, roteirista, preparadora-formadora de atuantes (atores), educadora e pesquisadora da cultura africana no Brasil com ênfase nas religiões de matriz africana o Candomblé. Curadora, realizou curadoria de festivais nacionais e internacionais, além de compor comissões de seleção de editais de projetos artísticos na área de criação e pesquisa em artes cênicas. É Yakekerê (mãe pequena, segunda sacerdotisa do terreiro) no Ilê Axé Oyá L´adê Inan na cidade de Alagoinhas. Foi professora substituta da Escola de Teatro da UFBA nos semestres 2017.2 e 2018.1 nos cursos de Direção, Interpretação e Licenciatura. Integra o Grupo de Pesquisa PÉ NA CENA-CNPq e publicou vários artigos sobre Teatro Negro em revistas especializadas. Fundadora do Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas – NATA, fundado em 17 de outubro de 1998 na cidade de Alagoinhas BA, dirigiu o grupo durante vinte anos (1999 a 2019).

+
Gabriela Sanddyego (BA)
×
Gabriela Sanddyego (BA)

Gabriela Sanddyego é gestora cultural, atriz e professora de teatro, Mestranda em Cultura e Sociedade pela UFBA, Especialista em Políticas e Gestão Cultural pela UFRB e em Gênero e Sexualidade na Educação pela UFBA. Nos últimos 12 anos tem atuado na gestão pública de cultura enquanto Diretora das Artes da Fundação Cultural do Estado da Bahia. Tem experiência na área de gestão e produção cultural, ensino de teatro, além de elaboração e execução de projetos culturais.

@gabi.sanddyego
@funceboficial

+
Aline Villa Real (MG)
×
Aline Villa Real (MG)
+
Carolina Moura (BA)
×
Carolina Moura (BA)

Carolina Moura atua como analista de cultura no Sesc Bahia desde 2017. Com mais de 15 anos de experiência em gestão e produção cultural, desenvolve projetos na área de arte-educação, artes visuais e música, com foco em mediação cultural e democratização do acesso à cultura. Coordenou projetos como “Mediações Arte Educação”, “Narrativas Visuais” e “Sonora Brasil”. Especialista em Arte-Educação, integra redes e comissões culturais nacionais, e possui publicações sobre diversidade cultural e mediação.

Redes sociais: @carolinagalmoura

+
Felipe de Assis (BA)
×
Felipe de Assis (BA)

Felipe de Assis é artista da cena, gestor, pesquisador e curador. Doutorando e Mestre em Artes Cênicas pelo PPGAC – UFBA (2015). Colabora com curadorias independentes: Programa Rumos Itaú Cultural (2017-2018), Edital Oi Futuro (2017, 2018 e 2021), MITbr curadoria vinculada à Mostra Internacional de São Paulo (2018 e 2019), MEXE (Portugal, 2019), FNT Guaramiranga (2017 e 2018). Foi diretor artístico do Futuros – arte e tecnologia (2023). É co-criador do Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia (FIAC Bahia), no qual atua como coordenador geral e curador desde 2008. Membro do Núcleo dos Festivais Internacionais de Artes Cênicas do Brasil desde 2009, da Rede de Festivais de Teatro do Brasil desde 2015 e do “Colectivo Utópico”, plataforma com artistas da Argentina, Suíça e Brasil. Através da 7Oito Projetos & Produções realiza festivais como o Ponto Fiac e Fiac Bahia desde 2013; coordena projetos de “Mediação Cultural” (Braskem 2014 e SESC 2018 e 2019); dirige, produz e distribui espetáculos de teatro e dança, (Feitocal 2015 e Looping: Bahia Overdub 2015 – 2024); realiza
consultoria para Festivais e ministra cursos de curadoria em artes cênicas.

+
+
Acessar o conteúdo