OFICINAS FIAC BAHIA 2025

Entendendo o Festival como um momento que estimula novas experiências e descobertas, ao longo de suas edições o FIAC Bahia vem investindo na dimensão formativa do evento, no que diz respeito à formação inicial e qualificação artística e técnica. Este ano não será diferente. As atividades formativas do FIAC Bahia se complementam em 2025 com a realização de quatro oficinas que dialogam com as reflexões trazidas por sua curadoria. Todas as oficinas são gratuitas e acontecem entre os dias 28 e 31 de outubro.

As inscrições foram realizadas entre os dias 14 e 19 de outubro, preenchendo o formulário virtual disponibilizado aqui e na bio do perfil do FIAC no Instagram (@fiacbahia).

Foram recebidas 154 inscrições, número bastante superior às 90 vagas oferecidas inicialmente. Foram considerados os perfis das pessoas interessadas para cada atividade e, na perspectiva de contemplar o maior número de pessoas possível, ampliamos as ofertas de vagas.

O resultado foi divulgado no dia 20/10 aqui no site do festival para, em seguida, ser encaminhado também por e-mail enviado diretamente às pessoas, as quais deverão confirmar participação em resposta.

Confira a relação de Oficinas desta 16ª. edição e participantes:

OFICINA DE DANÇA
Com Zora Snake (Camarões)

DATA: Dia 28/10, das 09 às 12h
LOCAL: Escola de Dança da UFBA – Teatro Experimental
PÚBLICO: Artistas, estudantes de arte, professores e pesquisadores interessados ​​em dança e performance.
VAGAS: 30

Na oficina serão compartilhados procedimentos artísticos que Zora Snake desenvolve em sua trajetória. Seu processo de trabalho se baseia em heranças ancestrais, rituais de transformação e relações com o espaço – entre o visível e o invisível. Uma forma de se libertar de visões dominantes e estereótipos a partir do enraizamento do gesto, das energias e do orgulho de quem somos.

Recomendação: Usar roupas confortáveis e levar garrafa de água.
Participantes:

  1. Állisson Guanaí da Silva Gonçalves
  2. Ana Laura Araújo
  3. Ariel Feitoza Moraes
  4. Arthur Ryuichi Yamashiro Kubagawa
  5. AZD
  6. Bruna Gasparelli de Siqueira
  7. Diane Naitai
  8. Edeise Gomes
  9. Ednei Soares da Costa
  10. Edson Manuel Jesus Bispo
  11. Eduarda Mayara Lemos Costa
  12. Eduarda Schuck Teixeira
  13. Eliane de Almeida Vasconcelos
  14. Elza Cândida Barros
  15. Gabriel dos Santos Carvalho
  16. Gustavo Felix Diniz
  17. Hiara dos Passos
  18. Jaciara Correia Poscinio
  19. Jônatas Raine de Oliveira Andrade
  20. Josi Martins
  21. Josilda Moura
  22. Leo Kijanja
  23. Lilian Lima
  24. Lissandra Vieira dos Santos Brito Viena
  25. Lucimar Cerqueira Sousa
  26. Maria Betânia Borges Bezerra
  27. Maria do Amparo Santana
  28. Milena da Paixão Cerqueira
  29. Nalice Thaicielle Prudêncio Fernandes dos Santos
  30. Negro Du
  31. Neirivans Conceição da Silva Júnior
  32. Priscila Conceição de Souza
  33. Roque Souza
  34. Suelinda Corsino
  35. Tiago Souza Silva Bruneve

 

OFICINA RASABOXES E DRAMATURGIA
Com Henrique Fontes (RN)

DATA: Dias 29, 30 e 31/10, das 14h às 17h
LOCAL: Escola de Dança da UFBA – Teatro Experimental (29 e 30/10) e Sala 21 (31/10)
PÚBLICO: Estudantes e profissionais das áreas de dança e teatro, maiores de 18 anos
VAGAS: 20

A oficina propõe a experimentação da técnica de Rasaboxes, criada por Richard Schechner e introduzida no Brasil por Michele Minnick, em diálogo com práticas de criação dramatúrgica documental que venho desenvolvendo nos últimos anos. O Rasaboxes, inspirado na estética rasa da tradição indiana, é um treinamento que estimula o corpo a acessar, experimentar e nomear estados emocionais em caixas delimitadas no espaço. Ao atravessar esse jogo, o intérprete se conecta a uma fisicalidade que não dissocia corpo, emoção e imaginação. Na segunda camada da oficina, esse mergulho sensível encontra a dramaturgia documental, método que investigo como prática criativa e política. A partir de materiais biográficos, contextuais e coletivos, a escrita se constrói em diálogo com o real, ressignificando memórias, arquivos e relatos em células dramatúrgicas. Os encontros abordarão: introdução prática ao jogo nas rasas e sensibilização corporal; parâmetros para escrita dramatúrgica a partir da vivência nas caixas, com exercícios de escrita automática; combinação das escritas com pesquisas posteriores e elaboração de células dramatúrgicas. Os participantes irão produzir pequenas dramaturgias pessoais e coletivas, fruto da experiência física e da ativação de memórias e documentos, compondo um mosaico que articula subjetividade e realidade social.

Recomendação: Usar roupas confortáveis e levar garrafa de água.
Participantes:

  1. Agenor Costa
  2. Alessandra Flores
  3. Bruna Gasparelli de Siqueira
  4. Carlos Nunes
  5. Daniel Arcades
  6. Diane Naitai
  7. Eduarda Mayara Lemos Costa
  8. Elza Cândida Barros
  9. Franclin Rochs
  10. Gabriel dos Santos Carvalho
  11. Helena Paim Bevilaqua Cavalcante
  12. Hiara dos Passos
  13. Jaciara Correia Poscinio
  14. Joanna Nery Santos da Silva
  15. Josi Martins
  16. Josilda Moura
  17. Juan da Silva Morgado
  18. Kaylane Kethlin Assis Souza
  19. Leo Kijanja
  20. Libardo David Hernández Avila
  21. Lilian Lima
  22. Luis Felipe Feltrin
  23. Luiz Henrique da Silva Faustino
  24. Maria do Amparo Santana
  25. Milena da Paixão Cerqueira
  26. Nalice Thaicielle Prudêncio Fernandes dos Santos
  27. Negro Du
  28. Neirivans Conceição da Silva Júnior
  29. Patrícia Avila Ragazzon
  30. Radija Vieira de Santana
  31. Raphael Cruz Medeiros de Almeida Gouveia
  32. Samuel Marinho
  33. Simone Portugal Souza
  34. Suelinda Corsino
  35. Taína Assis Soares
  36. Thiago Almasy
  37. Valéria Martins
  38. Vivian Schmitz

 

OFICINA DE PRODUÇÃO COMO ATO CRIATIVO OU COMO GERENCIAR SONHOS?
Com Heloisa Marina (MG)

DATA: Dias 30 e 31/10, das 10h às 13h
LOCAL: Escola de Dança da UFBA – Sala 10
PÚBLICO: Artistas, produtores e outros profissionais do campo cultural que buscam desenvolver suas carreiras de forma independente, além de estudantes do campo artístico e pessoas recém-formadas interessadas em entrar no mercado cultural.
VAGAS: 20

A trajetória artística não se sustenta apenas no talento ou na inspiração: exige também invenção nos modos de produzir e gerir. Esta oficina propõe um mergulho na produção cultural como ato criativo, entendendo-a não como mera ferramenta de mercado, mas como gesto poético e político que dá forma às existências artísticas. Entre práticas de autogestão, estratégias de planejamento e experimentações de promoção e circulação, os participantes serão convidados a repensar sua própria carreira como obra em processo, cultivando autonomia e ampliando horizontes no campo da arte e da cultura.

Recomendação: Usar roupas confortáveis e levar garrafa de água.
Participantes:

  1. Abigail Ferreira de Oliveira
  2. Agda Terra
  3. Akin de Jesus Souza Silva
  4. Alexandra Martins
  5. Állisson Guanaí da Silva Gonçalves
  6. Amanda Luiza Bahia Rangel
  7. Arthur Ryuichi Yamashiro Kubagawa
  8. Bruna Gasparelli de Siqueira
  9. Cátia Tarciana Jones de Lima Andrade
  10. Cecy Campos
  11. Cristiane Crispim Bezerra
  12. Daniel Arcades
  13. Didica Couto
  14. Ednei Soares da Costa
  15. Edson Manuel Jesus Bispo
  16. Eduarda Mayara Lemos Costa
  17. Felipe Viguini Doria
  18. Helena Paim Bevilaqua Cavalcante
  19. Hiara dos Passos
  20. Ingrid Viana Lago
  21. Joanna Nery Santos da Silva
  22. Josi Martins
  23. Juan da Silva Morgado
  24. Kátia Ferreira da Silva
  25. Kauã dos Santos Sena
  26. Kaylane Kethlin Assis Souza
  27. Kiandewame Samba
  28. Lavínia Fabiana Santos Silva
  29. Leo Kijanja
  30. Lilian Lima
  31. Luiz Henrique da Silva Faustino
  32. Maria Betânia Borges Bezerra
  33. Maria Conceição Moreira Filha
  34. Mayara Guimarães Santos
  35. Milena da Paixão Cerqueira
  36. Nalice Thaicielle Prudêncio Fernandes dos Santos
  37. Negro Du
  38. Neirivans Conceição da Silva Júnior
  39. Radija Vieira de Santana
  40. Samuel Marinho
  41. Suelinda Corsino
  42. Taína Assis Soares

 

OFICINA MAGILUTH TÉCNICA DE MONTAGEM
Com Lucas Torres / Grupo Teatral Magiluth (PE)

DATA: Dias 31/10, das 16h às 20h
LOCAL: Teatro Sesc-Senac Pelourinho
PÚBLICO: Estudantes das artes e da cultura interessados nas áreas técnicas, sobretudo de iluminação. iniciantes e estudantes das áreas técnicas de cenotécnica, som e luz em teatro. A oficina conta com tradução e interpretação de Libras.
VAGAS: 20

Obs.: As vagas desta oficina serão preenchidas de acordo com a ordem de inscrição mediante autodeclaração, com a seguinte política: 30% para mulheres cis ou trans (6 vagas); 30% para pessoas autodeclaradas negras, indígenas ou com deficiência (6 vagas); 40% demais participantes (8 vagas). Após as inscrições, com a ampliação da oferta de vagas, buscou-se contemplar mais pessoas com os critérios acima indicados, além de pessoas que haviam se inscrito prioritariamente nesta oficina em relação às demais.

A oficina tem como objetivo introduzir os participantes nos principais aspectos da produção técnica e logística de espetáculos teatrais, com ênfase no trabalho prático de montagem e desmontagem de palco, cenário e equipamentos. Ela terá caráter teórico-prático, iniciando com uma breve contextualização sobre o papel da produção de palco e seguindo para atividades práticas de montagem e desmontagem. Ao final, os participantes compartilharão impressões e aprendizagens em diálogo aberto com os ministrantes. Dentre os resultados, espera-se: capacitar os participantes nos conhecimentos básicos da produção de palco, estimular o interesse por atividades técnicas no campo da cultura e ampliar a rede de colaboradores locais aptos a contribuir em eventos culturais. Serão abordados os seguintes conteúdos:

Introdução à Produção de Palco: funções, responsabilidades e hierarquia da equipe técnica;
⁠Logística de Montagem: organização de materiais, cronograma e divisão de tarefas;
Segurança no Trabalho: cuidados básicos com equipamentos, normas de segurança e trabalho em equipe;
Espaços Alternativos de Apresentação: adaptação do espetáculo à rua, praças e locais não convencionais;
Montagem prática: exercícios práticos de montagem e desmontagem de partes do cenário e equipamentos de iluminação/sonorização (quando aplicável);
Reflexão e Debate: roda de conversa sobre a experiência, desafios e soluções criativas na produção de palco.

Recomendação: Usar tênis ou sapato fechado e levar garrafa de água.
Participantes:

  1. Abigail Ferreira de Oliveira
  2. Agda Terra
  3. Akin de Jesus Souza Silva
  4. AZD
  5. Brisa Paim
  6. Bruna Gabriela Batista Souza Silva
  7. Caio Vinícius Barbosa Reis
  8. Cecy Campos
  9. Didica Couto
  10. Fanny Lima
  11. Hiara dos Passos
  12. Joanna Nery Santos da Silva
  13. Kiandewame Samba
  14. Lavínia Fabiana Santos Silva
  15. Lissandra Vieira dos Santos Brito Viena
  16. Luis Felipe Feltrin
  17. Luiz Henrique da Silva Faustino
  18. Maria Betânia Borges Bezerra
  19. Maria Conceição Moreira Filha
  20. Milena da Paixão Cerqueira
  21. Miriam Vitória Barbosa do Nascimento
  22. RENATA DOURADO LEMOS
  23. Samuel Marinho
  24. Sergio Gabriel da Silva Barbosa
  25. Suelinda Corsino
  26. Taína Assis Soares
  27. Thiago Almasy
  28. Tinho Torquato
  29. Valtenir Ferreira da Silva Filho

 

Suplentes:

  1. Állisson Guanaí da Silva Gonçalves
  2. Ednei Soares da Costa
  3. Eduarda Mayara Lemos Costa
  4. Helena Paim Bevilaqua Cavalcante
  5. Josi Martins
  6. Juan da Silva Morgado
  7. Kaylane Kethlin Assis Souza
  8. Nalice Thaicielle Prudêncio Fernandes dos Santos
  9. Negro Du
  10. Radija Vieira de Santana
Conheça Zora Snake
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Conheça Zora Snake

Zora Snake é dançarino, coreógrafo e artista performático, fundador da Companhia Zora Snake e do Festival Internacional Modaperf. Em seu trabalho, combina criação artística em espaços públicos, performance e ritual político-poético, arte e sociedade. Suas prioridades são desenvolver e construir uma sociedade civil por meio de performances engajadas nas ruas, cruzamentos e bairros de Camarões. Autor de diversas obras artísticas, de dança/performance e vencedor de prêmios coreográficos, Zora Snake é também dançarino-criador e intérprete na mais recente criação de Serge Aimé Coulibaly. Ultimamente tem sido convidado para apresentações e encontros profissionais na Cité Internationale des Arts, no Palais de Tokyo em Paris e no Château de Versailles (Royal Opera House). 

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Sobre a Bienal Internacional de Teatro Sens Interdits: Criada em Lyon em 2009, a Bienal é um espaço de encontro entre arte, política e humanidade. Dedicada a temas como memória, identidade e resistência, a bienal reúne artistas de todo o mundo que transformam suas lutas em linguagem cênica. Em cada edição, o público é convidado a cruzar fronteiras — de idioma, estética e pensamento — para escutar vozes que revelam as contradições do nosso tempo. Como parte da Temporada França–Brasil 2025, o Sens Interdits se une ao FIAC – Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia para apresentar quatro espetáculos vindos de Camarões, Burkina Faso e França, abordando descolonização, desigualdade e liberdade. As apresentações se estendem também ao FETEAG (Caruaru e Recife) e ao MIAC (Porto Alegre), com masterclasses e encontros que ampliam o diálogo entre artistas e públicos. Um verdadeiro intercâmbio de ideias e emoções, em que o teatro se afirma como território de resistência e esperança. A oficina com Zora Snake faz parte desse intercâmbio.

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Conheça Henrique Fontes
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Conheça Henrique Fontes

Henrique Fontes é dramaturgo, diretor e ator, com 36 anos de experiência em teatro, sendo 25 de trajetória profissional. Fundador da Casa da Ribeira e do Grupo Carmin (Natal/RN), já dirigiu e escreveu espetáculos premiados nacionalmente como A Invenção do Nordeste e A Força da Água. Sua pesquisa artística se concentra no teatro documental, na dramaturgia de convivência e em metodologias de criação colaborativa.

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Conheça Heloisa Marina

Heloisa Marina é atriz, produtora, pesquisadora e professora na Universidade Federal de Minas Gerais, atuando nos cursos de graduação e pós-graduação de Teatro. Tem doutorado pela UDESC e Universidad Veracruzana – México. A dupla condição de atriz-produtora marca sua trajetória profissional: foi fundadora de dois grupos, a Cia Entrecontos e a Dearaquecia, nos quais atuou como gestora financeira, representante comercial (participando de feiras de negócios no Brasil, Argentina e Chile) e redatora de projetos. Como atriz se apresentou em diversos espetáculos teatrais, em festivais e encontros no Brasil, Argentina, Chile, Peru, México e Espanha.

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Conheça Lucas Torres - Grupo Magiluth
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Conheça Lucas Torres - Grupo Magiluth

Sobre o artista: Lucas Torres é ator, professor da oficina e integrante do Grupo Magiluth. Ator e Arte-educador formado pela UFPE e pós-graduado pela Universidade Católica em Arte Educação. Membro e um dos fundadores do Grupo Magiluth, tento atuando nas peças: “Corra”, “Ato”, “O canto de Gregório”, “Aquilo que o meu olhar guardou para você”, ” Viúva, porém honesta”, “Luiz Lua Gonzaga”, “O ano em que sonhamos perigosamente”, “Dinamarca”, “Apenas o fim do mundo”, “Estudo n°1: Morte e Vida”, “Miró: Estudo n°2” e “Édipo REC”. No grupo Magiluth, além do seu trabalho como ator, é também ele quem responde pela área de Formação e dos cuidados com os adereços e cenotécnica. Em paralelo ao grupo mantém uma pesquisa em teatro de formas animadas tendo participado de vivências e oficinas com: Títeres e Actores do (México); Cia Mevitevendo (RS); Mão Molenga (PE) entre outros.

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